First impressions

Eu gosto de ler alguns blogs sobre imigração pro Canadá.
Existem tantos hoje em dia que não resta um dúvida sequer que já não tenha sido respondida.
Eu admiro imensamente a energia que essas pessoas têm pra responder as mesmas perguntas over and over again. Mas principalmente eu gosto de relembrar a minha vinda pra cá, toda cheia de sonhos e esperanças e esse blá blá blá de recém-chegado (oh!).
Tolinha, eu era.

Eu gosto de ler sobre as descobertas, desejos, saudades, e pequenos problemas de adaptação. Eu me identifico com eles, lembro que sim, eu já passei por TUDO isso, e hoje sou mais forte. Vale pra não ignorar as pequenas conquistas. Vale pra valorizar as coisas que eu aprendi.

A primeira casa, os (vários) primeiros empregos, cursos de inglês, aplicações pra universidades, viagens, experiências culinárias, choques culturais. Mudança, recomeçar, novos amigos, nova cidade, traumas e finalmente, entender o sentido de tudo isso. Eu já passei por tanta coisa que só aconteceram porque eu decidi vir, vê e vencer (Rá!). Que não teriam acontecido se eu tivesse ficado lá e me acomodado ao que era seguro pra mim. Hoje eu entendo que esse é o motivo. Não é pela qualidade de vida, bom empregos, segurança, perspectivas melhores (e também é!) mas é a vontade de controlar sua própria vida, escolher seus caminhos, se jogar com fé (take a “leap of faith”), desafiar o destino, ser reponsável por tudo isso.
Essa é a nossa jornada, a nossa estória.

Eu li essa semana nAs Invasões Bárbaras sobre primeiras impressões sobre Toronto. E eu lembrei que eu também cheguei por lá.
Infelizmente eu não lembro bem as minha primeiras impressões sobre a cidade. Mas eu lembro de estar tão feliz, tão positiva sobre tudo que eu só vi o que era bom. E o que não era eu realmente não sabia dizer a diferença. E essa é uma sensação maravilhosa, do incerto que só pode dar certo. E é essa sensação que eles partilham nos seus blogs, que eu adoro e que é sempre bom relembrar.

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One Response to First impressions

  1. Flá disse:

    É, Karinny… Acho que vc chegou a uma conclusão bem interessante: no fundo, o que move a gente é a vontade de tomar as rédeas da nossa vida. Bom saber que cada tombo, cada obstáculo vai fazer a gente mais forte. 😉

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