A vida e o blog

O Mr. e eu adoramos um programa de índio. Temos um “chama” para tal, sempre somos convidados praquelas saídas sem-pé-nem-cabeça, e o pior, sempre topamos.
Mas também nos metemos nas enrrascadas por nosso próprio risco e conta. Mais por culpa minha, é claro. Aniversário de criança, almoço de igreja, trabalho voluntário na universidade, mudança de amigos, palestras ecológicas e praia em wasaga beach. É com a gente mesmo.

Eu realmente acredito que participando estamos construindo uma sociedade melhor, mais solidária. Ontem mesmo participamos de uma pesquisa sobre o comportamento de casais. Tudo pelo engradecimento da ciência. Horas preenchendo questionários, e discutindo sobre tópicos interessantíssimos. Depois de oito horas de trabalho, e antes do jantar.

Mas eu não troco minhas experiências ruins por nada na vida. Elas, como os meus defeitos, são partes inseparáveis de mim e do que eu sou. Tudo parte de minha história. Todas as memórias contam. E nada une mais um casal do que a cumplicidade de enfentar um programa chato.

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O post de ontem no blog do Glacial reflete vários dos meu sentimentos em relação à blogosfera.
Ultimamente tudo tem girado em torno do número de acessos, anúncios do google, número de comentários nos posts.
Todo mundo se acha O expert de tecnologia, O crítico literário e cinematográfico, O juíz da humanidade. Se levam a sério demais. Que saco! Tudo igual, tudo repetido, tudo falso e superficial. Tão forçado que eu paro de ler logo no primeiro parágrafo. Não vou nem tocar no tema dos miguxos. Infantilóides.
Pouca gente tem escrito apenas pra expressar um pensamento, uma opinião, compartilhar uma expreriência.
Já tem tanta tecnicalidade na internet, tantos sites realmente bons e informativos. Por que alguém se daria ao trabalho de ler um amador mal escrito?
Escreva sobre o que você é bom. Escreva sobre o que você conversa com seus amigos na mesa de bar, aquela estória que todo mundo para pra ouvir.
Como você venceu um obstáculo, como pediu sua namorada em casamento, sua wishlist, aquele pesadelo que te deixou acordado a noite toda, seu medo de uma guerra nuclear. Rir de si faz parte.
Quando eu leio um blog eu procuro me identificar com a pessoa. Como um personagem de um bom livro. O que faz dele humano, o que o move, como toma decisões.
Eu sou totalmente voyerista. Não no sentido de saber “as últimas”, mas de saber o que faz cada um especial, único.
Eu realmente acredito nessa mídia. Ela tem feito tanto por mim, me inspira todos os dias de tantas formas diferentes, me apresentou estranhos que eu admiro, me alegro com suas vitórias e fico angustiada quando a gata dela está doente.
Sem falar que a gente se diverte ao ver que todo mundo é um pouco parecido. Humano.
Mas eu sou só uma leitora. Eu tô só dizendo.

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Essa vida de amante de chás tem o seu preço. Eu vivo com a língua queimada.
Ainda mais agora nesse clima sub-glacial (Marcelo vai ter que começar a me pagar o jabá) daqui.
Neste momento em Ottawa: -18.
A gente sempre tem uma semana assim em Fevereiro. Cruel.
Minhas mãos estão sempre frias. Meu chá logo fica gelado. Faço viagens constantes ao microndas.
Sueter só se for de gola “rolê”. Ou turtleneck como chama aqui.
Eu queria mesmo ser uma tartaruga agora. Me enfiava na minha carapaça e só saia na primavera.

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3 Responses to A vida e o blog

  1. ClaraBeauty disse:

    Oi, Karinny!
    Foi aqui no seu blog que eu vi um faq uma vez contando como foi a sua imigração para o Canadá?
    Se for, eu não estou achando. Você poderia me passar o link, por favor? 🙂

    Obrigada!!!

  2. Aline disse:

    Tb acho que blog é lugar pra escrever o que se passa no coração, escrever sobre as afinidades e não mais uma página de coisas “meramente importantes”.
    É lugar pra abrir o coração e não se importar se quem leu gostou ou não. Um amigo veio me perguntar se eu não estava me expondo demais no meu blog. Eu acredito que não, escrevo aquilo que quero e quem achar ruim é só não voltar mas lá.

    Hehehe

    Bjs

  3. Karinny disse:

    Certíssima Aline! Mas é claro que tem coisas que a gente só confessa pra Deus (e só em pensamento, claro).

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