Pode nevar…

novembro 21, 2007

Mesmo depois de 5 anos de Canadá e sete invernos nos couros, a primeira neve do ano ainda tem uma coisa que mexe comigo, que me dá uma alegria como da primeira vez, como se eu fosse criança denovo.

E hoje foi assim: acordar e ver o mundo branquinho lá fora, me empacotar toda pra sair com o Gigico, ser a primeira a deixar as pegadas na neve novinha, tirar a coleira e deixar ele correr livre, ouvir o barulhos dos flocos imensos caindo no meu casaco, pegar o Gigico molhado e congelado nos braços pra levar até a porta do prédio, voltar pra casa com aquela sensação de que o inverno tem seu lado bom.

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Apesar do Marketing Natalino já estar por aqui desde o dia 1o , só depois da primeira neve do ano é que eu começo a entrar no clima de Natal. Planos, decoração, listas de compras…

(Quando eu era criança a gente sempre decorava a árvore de Natal pro aniversário do meu irmão que é dia 26 de Novembro, então é como se eu ainda estivesse mantendo essa tradição.)

Quem quiser pode mandar cartão de natal pra mim tá? 😉

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Espírito Natalino:

Lendo: The Fairy Tales of Herman Hesse e revistas de edição natalina.
Bebendo: Muito chá – de todos os tipos e sabores.
Pesquisando: Os melhores filmes de Natal de todos os tempos ( Quais são os seus?)
Enquete: Qual foi o melhor presente de Natal que você já recebeu?

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O Pós-Aniversário

novembro 19, 2007

(ou: pré-crise-dos-30 parte 2)

Depois que passaram as festas a garantia venceu de vez.

Não quero nem encompridar o assunto falando dos meu pneus (“love handles,” para os sábios) que certamente já são fruto do meu metabolismo de senhora de idade, e não dos míseros cheesecakes, chocolates, trifles e bolos que comi essa semana. Claro.

Pois bem, no dia seguinte ao meu aniversário acordei com o olho super-inchado, uma coisa horrível, e quando cheguei lá na clínica a enfermeira inventou de fazer um mini-teste de visão. Resultado: Minha vista está péssima e eu certamente vou precisar usar óculos. Veja bem que uma coias não foi causada pela outra. Mas já que a garantia tá vencendo né?

Outra coisa é essa maldita alergia. Eu nunca tive alergia a nada. Vivia perigosamente em meio à poeira e perfumes fortes e nunca na vida tinha comprado uma caixa de kleenex. Eu ria das crises de espirro da minha pobre irmã e não entendia quando ela dizia tudo o que queria na vida era um nariz novo. Hoje não tem um dia sequer em que eu acorde sem dar uns 10 espirros e assoar o nariz umas 20 vezes. Chato, a cabeça dói de tanto fungar.

O resultado é que o fim de semana não foi nada glamuroso pois eu não podia ler, ver tv por muito tempo ou ficar no computador (o que não foi lá um grande problema pois esse também pifou). Eu também não queria sair de casa pois todas as atenções se voltavam pro meu olho horroroso. Aproveitei pra colocar o sono em dia e explorar os inúmeros sabores de chocolates que ganhei.

Só agora eu estou finalmente apta a postar no blog, responder os milhares de recadinhos do orkut e claro, tive que voltar ao trabalho hoje. Pelo menos as fotos já estão no flickr e eu ainda tenho alguns chocolates deliciosos pra me consolar.

E o frio? Neste sábado tivemos flurries e a temperatura continua negativa. E olhe que o inverno só começa dia 21 de Dezembro…


Meu aniversário (ao vivo)

novembro 10, 2007

Direto do nosso ap. em Ottawa, Canada


Eu adoro o mês de Novembro

novembro 6, 2007

Tudo começou quando eu nasci. Era Novembro, e quando eu fui crescendo eu esperava ansiosa a chegada do meu aniversário. E aí estão algumas das melhores memórias da minha infância. Festas de aniversário grandes com decoração, bolo, brigadeiro e festas pequenas que já começavam quando a minha vó chegava lá em casa com sua comitiva.

Quando eu era adolescente eu curtia November Rain e achava super-legal, me identificava com a música e tal. Só que naquela tempo a parte da chuva em Novembro era mero romantismo pois eu morava no Ceará, e chuva lá só em Fevereiro, se você estiver com sorte.

Hoje a chuva é real, e gelada, e muitas vezes se transforma em flurries. Hoje meus Novembros são mais gelados e escuros e não têm mais bolo xadres da minha mãe, nem visita da minha vó. Mas esse ainda é meu dia ( mesmo que eu divida com o Roberto, a Fernanda, a Fabiana e agora também com o Mateus!) e eu celebro. A gente vai criando outras memórias e novos rituais ao longo do tempo.

Por isso se você estiver em “Ótava” no próximo sábado, passe lá em casa para uma taça de vinho.


Love letter

novembro 1, 2007

Querida Paris,

Hoje fazem 3 meses que eu te deixei.
Eu pensei que com o passar do tempo a saudade diminuiria e a minha vida voltaria ao normal. Mas a coisas não são tão simples assim.
As lembranças dos dias que passamos juntas ainda me atormentam. Pequenas coisas ao redor de mim me fazem lembrar você. Eu sonho acordada com o dia em que nos veremos novamente.
Eu sei que vocêdeve ouvir isso de muitos. Todos eles dizem te amar, que seu amor é maior e mais profundo.
Mas eu te amo mais.
Eu sei que com você minha vida seria mais feliz, mais cheia de beleza e melodia.

Enquanto o momento do reencontro não chega eu revejo as fotos e os filmes, eu busco você em filmes, livros e anotações no meu diário, tão cheio de pedaços de você.

Eu só queria que você soubesse disso, que eu te amo, que sinto sua falta e que quero voltar.