Daydreamer

outubro 25, 2007

Eu sinceramente não acredito nesse povo que diz que se ganhar na loteria vai continuar trabalhando. Trabalhar, eu? No, thanks. Eu mal tenho tempo pra curtir a minha vida com o pouco dinheiro que eu tenho. Imagine se eu tivesse milhões pra fazer o que eu quisesse.

Pois bem, um dia típico da minha vida de milhonária seria simples, sem muita ostentação. Uma caminhada no Central Park com o Gigico. Compras na feira, cozinhar um almoço maravilhoso, gelato pra sobremesa (se for inverno pode ser tiramisu mesmo). As minhas tardes eu passaria lendo, indo ao cinema ou frequentando algum curso de arte. Já as minhas noites seriam glamurosas, cheias de jantares beneficentes, exposições de arte, inaugurações de restaurantes…

Captaram a mensagem né? Pois é, eu não queria estar aqui trabalhando hoje. Daydream eles chamam.

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Mas enquanto os milhões não vêm eu vou experimentando essa vida de milhonária em doses homeopáticas, como por exemplo indo hoje pra abertura da exposição Face to Face no Museu das Civilizações, com direito a coquetel e tal. A gente é pobre mas tem contatos tá nega?!

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Europa parte 5 – um memoir…

outubro 19, 2007

Tem coisas que a gente vai lembrando com o passar do tempo. Tipo hoje, quando eu tava no banheiro feminino do escritório e o zelador bateu na porta. Como eu estava escovando os dentes, só fiz grunir. Ele não entrou, ficou esperando no corredor até que eu fui lá e disse que ele poderia entrar pois eu só usava a pia.

Daí claro, lembrei dos zeladores (homens) de banheiros públicos da Europa. Um turismo à parte, uma day trip, um mundo exótico e inexplorado. O mais emocionante foi o do palácio de Versalhes. Imagine só, um único banheiro para todo o palácio, incluindo os jardins. Um trabalho árduo que consistia em ficar na porta impedindo que as mulheres superlotassem o banheiro feminino e ao mesmo tempo gritar para os homens lá do fim da fila (e como a fila era grande…) que o banheiro masculino estava vazio. Ele ainda tinha que dar uns gritos, em seu francês rústico é claro, nas mulheres que tentavam furar a fila ou entrar gaiatamente no banheiro masculino. Uma figura, cumprindo seu dever pátrio com a devida autoridade que o cargo impõe.

Teve ainda o velhinho que cuidava do banheiro da estaçao de trem em Strasburg (nem me pergunte como a gente foi parar lá…), ele ficava vigiando pra que ninguém passasse por debaixo da catraca (isso mesmo, catraca!) que dava acesso ao banheiro. Só foi o pobre se virar pra uma senhora alemã passar por baixo. E ainda toda cheia de razão, como se dizendo: “Ah, se eu quiser eu não pago os sessenta centavos de euro e passo por baixo, quer ver? Passei!” Bem, eu paguei, apesar de ficar constrangida com a presença do velhinho do outro lado da porta, pelo menos ele mantinha o banheiro cheirozinho…

Tinha ainda os zeladores dos quais eu nem lembro da cara mas que não estavam nem aí se você estava dentro do banheiro enquanto eles passavam seu mops imundos pra lá e pra cá, mais sujando do que limpando. E se fosse seu dia de sorte, ainda metiam o tal por debaixo da sua porta.

Quanto às zeladoras, a única coisa que lembro é que no banheiro público da Torre Eiffel, cuja fila tem o tamanho diretamente proporcional ao tamanho da fila para subir na torre, além do aviso de que o banheiro era público e gratuito, tinha um que dizia (em francês, inglês e espanhol) que era proibido dar gorjeta. Estranho né? Também achei. Não que eu seja daquelas que dá gorjeta ao zelador do banheiro, aliás, essa é uma profissão inexistente aqui na civilização onde os banheiros são independentes e podem tomar conta de si próprios, requerendo apenas uma limpezinha a cada hora. Mas divago. Afinal, que mal pode fazer dar uma gorjetinha à pobre da zeladora? Até parece que da próxima vez que eu estiver lá na fila do banheiro da Torre Eiffell ela vai deixar eu fura a fila. Até parece que ela vai lembar de mim. Eu heim? Foi a proibição mas estranha que eu já vi.

Ainda falando nos banheiros da Europa, outro momento emocionante foi o banheiro da estação de trem logo do lado das Galerias Lafayete, onde cada entradinha do banheiro tinha a sua própria mini pia. Nada de pia comunal onde você lava a mão de cabeça baixa pra evitar contato visual com os populares. Amei, amei! O banheiro não tinha nada de chique, mas oferecia essa sensação de exclusividade que só o banheiro da sua casa proporciona.

Mas o banheiro mais emocionante, mais high-tech e totalmente do futuro, que inclusive gerou comentários entre o V. e eu após nossas respectivas visitas, foi o banheiro do London Eye. Aliás, não o banheiro mas o secador de mão. Gente, foi a coisa mais genial que eu já vi em um banheiro (que dizer, a segunda porque a primeira sempre vai ser o telefone do Joe Tribiani…). Como não dá pra explicar em poucas linhas, por favor veja aqui e me diga se não é verdade. Foi só juntar esse secador de mão com a exposição do Star Wars que tinha lá e pronto, estávamos num filme de ficção científica!

A moral da estória é que a Europa é esse mundo de arte, etiqueta e sabedoria pronto a ser explorado e deixar memórias que marcam para sempre…


A sexta e eu

outubro 19, 2007

Estou negociando um acordo com as sextas-feiras, elas deixam de ser complicadas e eu passo a gostar delas.
Está dando certo, o meu humor realmente tem melhorado nas sextas e elas passaram a ser parte do meu fim de semana: jantar caprichado e váaaarios filmes pra assistir.
Hoje vai ser diferente, mas pra melhor.

Idéia pra um novo blog que ninguém também vai ler, mas eu terei igualmente prazer em escrever.

Essa semana novamente ganhamos tickets pra ver cinema de grátis! Já está virando hábito, eu não gosto mais de pagar pelos filmes que vejo. Nem que seja o Ben Affleck dirigindo e o irmão atuando…

Mas voltando às sextas, no trabalho o clima é sempre “oh whatever, it’s friday!” Na sexta-feira as pessoas usam calça jeans ( sob o custo de uma doação para o Jeans day Fund) e conversam sobre os planos pro fim de semana. Na sexta eu posso dizer pro meu chefe que começarei tal e tal projeto só na próxima semana, isso quando ele vem trabalhar, pois é sexta, e ele é o chefe.


Novelas e filosofia

outubro 5, 2007

Eu sou noveleira e assumo. As minhas novelas não são da Globo. Nas minhas novelas os personagens têm super-poderes, viajam no tempo, combatem terroristas, assassinam imperadores, e claro, tentam sobreviver em ilhas misteriosas. E aliás, o que mais uma pessoa pode querer da vida? O que leva uma pessoa a assinar a Globo pela internet?

E falando de novelas essa semana assistimos o primeiro capítulo do Jorney Man.
Eu já tinha virado fã do Kevin McKidd por causa da série Roma. Vamos torcer pra que essa não tenha o mesmo destino do Day Break.

A vida sem cabo vai bem, obrigada.

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A proximidade do meu aniversário tem causado uma crise-dos-30 precoce por aqui (calma que ainda faltam 2 anos!).

Desde o ano passado eu venho buscado catalogar os reais valores e sentido da minha vida e ao mesmo tempo tenho tentado viver mais no momento presente fazedo coisas que eu realmente gosto.

O nomal é que toda busca por auto-conhecimento seja cheia de clichês, mesmo assim eu tento lembrar todos os dias quem são as pessoas e coisas que realmente importam.

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Eu estava sentindo falta de mais filosofia na minha vida. Essa semana comecei a reler O Mundo de Sofia e vou ver no que dá.

Também comecei a andar pro trabalho. Fiz isso três vezes essa semana. Não é lá um super-exercício no qual eu vou queimar milhares de calorias, mas tem sido muito bom ver a cidade acordando, observar a mudança de cores nas árvores e estar em contato com o mundo. Pretendo continuar enquanto o clima permitir.

Ontem ganhei tickets pra ver The Jane Austin Book Club, surpreendentemente bom, melho ainda deve ser pra quem leu os livros dela. Tenho o Sense and Sensibility me esperando lá na estante.

E pra finalizar: Ele achava que iria escapar! Vejam aqui as fotos do Vladimir ( o vencedor) e dos outros concorrentes da competição pra ver quem comia as azinhas de frango mais apimentadas! Meu herói! Ele anda todo feliz com o ipod nano que ganhou, já está até pronto pra comer pimenta denovo!